(In)color


Foi tudo um grande engano

Um estranho escondido sob o pano

Me mostrou o que não queria que eu visse

Não me disse qual era seu plano

Só se expôs pra que eu, então, sentisse

Meu futuro já não é tão mais visível

O plausível não me toca, nem me chama

É difícil ser só eu no infinito

Está prescrito o amor, ninguém mais ama

A ilusão é o óbvio, estava escrito,

Nas estrelas em constelações estranhas

Formas brutas, inconceptas, o invisível

É a cor que permanece em minha entranhas

O amor não é risível. Presente tão rarefeito

O que me queimou por dentro não mais chama

 Amor não é receita, nem conceito

Amor é som de mar no peito

É caminho estreito pra quem ama

 



Escrito por Camila Trindade às 21h16
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