Roda Gigante

Plantaram ali os prantos da vida que têm no morrer também seus soluços. Sem pedir licença pro ateu ou pra crença, os ciclos completam a sua jornada. Rebentos choram anunciando o novo, lágrimas molham o rosto da fé. A morte ronda vários leitos, o medo aflige vários peitos. A fé se embrenha nas mãos e nas macas onde a ciência fez seu lugar. O orgânico é morrer quando não se pode respirar. O natural é nascer quando é o tempo de chegar. Mas ali também se renasce, se redescobre o viver. Não se aceita o morrer. Nem o tal fim da estrada. O que todos querem é a luz no fim do túnel. Um choro de criança que nasce, um choro pro adulto que morre. O velho que renasce, a criança que morre. A roda da vida.



Escrito por Camila Trindade às 22h29
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