O tédio tem sido o meu companheiro mais presente. Ando irritada e ausente, ando sem sentir que ando. Meio desligada, meio repetente, meio repetida, na levada do quando. Um tanto descontente com a vida, um tanto persistente, perdida. Um medo médio-ausente me dá vontade de ir de encontro ao nada... e nada me impede. E nada me amarra, nem cede. Tudo me comove, me move, mesmo sem sentir que sente. E numa irritação latente, o mundo me bate e me afaga. Me sustenta e me traga. Me faz contente em meio ao incerto que vaga, que mede, que nada... que nada.  



Escrito por Camila Trindade às 18h47
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