Revistas

Estava ali, de novo

Perdendo um olhar no meio do povo

Pulsando o pulsar do seu pulso

De longe, fingindo que não

 

Será que ser só,

Ser só é ser tão,

é sina de ser solidão?

 

Te ver reacende

O que já não transcendia

A mediocridade do silêncio

O olho no vago suspenso

O olhar e fingir que não olha

 

De novo vem o anúncio

Da foto que a retina escolhe

Como placa de sentido

E o coração dá ouvido

Pro que o olho procura

Mas que a timidez recolhe

Na imensidão do vazio



Escrito por Camila Trindade às 22h27
[] [envie esta mensagem] []



Coadjuvante da Presunção

 

 

 

Lá vai o poeta

Sem meta,

Mas com padrão

Estético

Senhor esteta

Com sua caneta

Nem sim, nem não

Hipotético

Experiente, lascivo

Romântico, impulsivo

É o que melhor reflete

Asséptico

Fastuoso e permissivo

Vaidoso, sempre vivo

Pra se mostrar vedete do

Poético

E diz-se mais

Diz-se melhor

Um porte

Atlético

Indispensável nos jornais,

Indiscutível como for

Não se mensura seu valor

Aritmético

Seu mundo é tudo

que no umbigo,

seu grande amigo,

se faz

Hermético

A presunção, propagação

Carrega a arte na sua mão

É da vanguarda, da tradição

Sim, tão

Eclético

Do inconsciente coletivo

Sempre o mais equânime

Dele e pr’ele unânime

Dístico  

É predicado, adjetivo

seu ego de um vigor tão, tão altivo

o impossibilita perceber

Que é tão...

Patético.

Tão patético!



Escrito por Camila Trindade às 01h51
[] [envie esta mensagem] []



[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]


Histórico
Votação
Dê uma nota para meu blog


Outros sites
Universo em Translação
Grupo Teatral Trapo
Monolítico Tema - Silvério Pessoa
Poemas de Paulo Leminski
1 1/2 de mim
Colecionador de Pedras