Pendão da esperança

Cal, corante, anilina

Céu anil pintado ao chão

Guias verdes e amarelas

Por todo lado um pendão

 

Nos guetos, as serpentinas

Balançam ao vento vão

Por todo beco e viela

Há uma pintura amarela

E um verde na contramão

 

Bandeiras tremulam tolas

Sua plástica fé soberana

Projetam o futuro em bolas

Chuteiras, solados, solas

Da alegria suburbana

 

E como se por esmola

Um sorriso o vento abana

Esférica a graça rola

Na praça, no poste, na escola

Tapera, barraca, cabana

 

Cada um com sua cota

De verde, amarelo, anil

Tingindo com conta-gotas

A ficção que desbota

Nas calçadas do gentio

 

A alegria que se fez

Nacionalista, febril

Acaba no fim do mês

Descolorida essa tez

Volta a ser cinza o Brasil.

 



Escrito por Camila Trindade às 21h05
[] [envie esta mensagem] []



Gato na caixa de energia elétrica...

 

Porque nem sempre é fácil decifrar o óbvio.

 

www.flickr.com/photos/camilatrindade



Escrito por Camila Trindade às 14h47
[] [envie esta mensagem] []



[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]


Histórico
Votação
Dê uma nota para meu blog


Outros sites
Universo em Translação
Grupo Teatral Trapo
Monolítico Tema - Silvério Pessoa
Poemas de Paulo Leminski
1 1/2 de mim
Colecionador de Pedras